terça-feira, 16 de junho de 2015

Claro que sim com ironia

As pessoas querem a nossa atenção, tempo, energia etc...mas esquecem-se que todos nós temos aquilo que damos. 
Como posso ouvir estórias sobre motas se ninguém quer ouvir estórias sobre espiritismo?
Como posso ouvir estórias sobre viagens se ninguém que ouvir estórias sobre os azares da minha vida?
Como posso ver e conviver com a "riqueza" se ninguém entende a minha "pobreza"?

Tem que haver tolerância, compreensão, amizade e muita coisa boa a mistura de forma RECÍPROCA.
Só assim poderá existir convívio saudável.

Respeita-te a ti em primeiro lugar.
Respeita os outros em primeiro segundo lugar.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Reflexão #3

Acabei de ler isto:
"Pare de deixar pessoas que fazem tão pouco por ti, controlarem a tua mente, as tuas emoções e sentimentos."
E quando essas pessoas são tão próximas a nós?
Que supostamente deviam fazer-nos bem e fazem mal?
São tóxicas!?
E quando são aquelas que toda a vida deviam ter a palavra diferente e o conforto ao mesmo tempo, para que pudéssemos seguir em frente?
É muito complicado de gerir.

A distância deu-me a verdade. Uma verdade que não é nada boa é certo. No entanto é a partir daqui, que posso ser melhor e construir aquilo que nunca tive.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ouvi dizer #1

“ Apontamos sempre para o céu, o mar é muito grande, mas…” o céu é infinito.
Rodrigo Nicolau Queirós


Palavras de quem já viveu tanto. Quando ouvi estas palavras o meu mundo parou. Fiquei por alguns instantes sem chão. Senti-me a flutuar nesta ideia. Vinda de alguém que parece tão livre de sonhos, de fé. Tão livre de acreditar que existe algo mais do que isto. Mas neste momento, no momento em que proferiu estas palavras, neste momento, vi o seu espírito, vi a sua luz, que grita por mostrar que sabe muito mais. A actual matéria simplesmente deixa a sua crença opaca e intangível de ser presenciada. Eu presenciei.


Novos

vizinhos...=D

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Eu sei...

que a intenção será a melhor. Mas daí a marcarem coisas sem consultarem a nossa disponibilidade, desculpem lá mas não acho certo.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

hum

Acabei de ver um filme que me deixou a pensar...

Dois jovens 20 e poucos anos.
Ela andava na faculdade de medicina, estava noiva e tinha uma vida organizada.
Descobriu que foi traída.
Em conversa com o noivo disse-lhe que o perdoava.
Ele não quis ficar com ela.
Ela percebeu que afinal estava a tirar um curso que não gostava por causa dele, e a sua relação era uma mentira.
O seu noivo quis acabar tudo com ela porque ele queria uma mulher com ambição.
Ela apenas queria ser esposa e mãe.
E isso para ele não era ambição.

Realmente alguém perguntar a uma mulher: O que queres ser, fazer?
E ela responder: Esposa e mãe.
Nos dias que correm é caso de prisão.

Why?

Pior. Perguntarem o que fazes e responderem NADA!
Jesus é muito mau.

É por isso que ela já nem saia de casa.

ALERTA

The hell is come back!!!

Poderia ser escrito por mim...ainda hoje!

" “Os dias prósperos não vêm ao acaso; são granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento.”

Camilo Castelo Branco

Tão belas e sábias palavras!!!
Tornou-se uma espécie de lema de vida, algo a que me agarro nos dias menos bons na esperança de alguma esperança ganhar!
Chamo-mo Sara e tenho 20 anos.
Aos 16 anos foi-me diagnosticado um quadro depressivo major e tenho vivido estes últimos 4 anos lado a lado com esta doença. Costumo dizer que se tornou a minha sombra, está sempre lá mesmo que por vezes não sinta a sua presença. Ao início não foi fácil! Uma adolescente de 16 anos que se começa a afirmar na sociedade, que se está a formar como pessoa, a formar o seu “eu”, ter dado de caras com uma doença destas não foi pêra doce. Como grande sonhadora que sou, tinha sonhos, tantos sonhos… A minha “amiga” depressão fez o favor de acabar com todos eles!
Poucas pessoas sabem o que é realmente a depressão. O que é sentir um vazio enorme dentro de nós, passar as noites em branco a chorar sem saber a razão do choro, a falta de apetite, a irritabilidade matinal, a agressividade que vamos ganhando e descarregando no mais próximo, a raiva acumulada dentro de nós, a sensação de que nunca iremos ultrapassar esta fase, de nos sentirmos um peso para quem nos rodeia e ama.
Vivi de perto o estigma associado às doenças mentais, a ideia de que a pessoa está naquela situação porque quer, porque é fraca de espírito. Nada disso, meus amigos! Como é óbvio ninguém escolhe ficar nesta situação. Eu era a “coitadinha” de quem toda a gente tinha pena. Todos criticavam e poucos tentavam perceber a realidade em que vivia.
– Oh! Ela está assim porque quer! Que se levante e vá à luta!” – se fosse assim tão fácil não acham que já o teria feito?!
– Aquilo é psicológico. É só para chamar a atenção! – a sua resposta está e-r-r-a-d-a!!!
– Está assim por causa de uma coisinha destas, imagina se tivesse uma doença grave! – lamento desiludir, mas a depressão é uma doença grave, muito grave… E mata, tal como qualquer outra doença. Digo mais. Cerca de 20 milhões de europeus sofrem de depressão e mais de 60 mil morrem anualmente por suicídio. Preocupante não é?!
A depressão roubou-me um direito fundamental do ser humano: a ALEGRIA de viver!
Uma jovem com um futuro promissor pela frente, com boa média para ingressar na universidade, com uns pais e irmãos que a amam. Uma jovem em tão tenra idade a quem a depressão roubou a alma.
É triste, muito triste.
Transformei-me. Já não era eu… Aquela Sara sorridente, brincalhona, calma e com um sentido de humor fora do normal.
Agora era a Sara triste, chorosa, agressiva, que passava os dias fechada no quarto com o olhar penetrado na parede azul-marinho.
Vi o sofrimento estampado no rosto dos meus pais e irmãos. Vi o quanto eles se esforçavam para que eu me sentisse a pessoa linda que, na realidade, era.
E foi por eles que decidi procurar ajuda.
Percorri vários psiquiatras, outros tantos psicólogos, muita medicação pelo caminho, e melhoras? Que é delas?
Bati no fundo do poço.
Não falava, não reagia, não pensava.
O meu cérebro parecia não funcionar e todo o meu corpo estava mergulhado num sofrimento terrível.
Precisava de sentir algo… Algo forte, mais forte ainda que aquela dor que a depressão me oferecia como presente.
Comecei a automutilar-me regularmente. Com um x-acto fazia pequenos cortes em sítios estratégicos de forma a que nunca ninguém descobrisse. Cortava-me e via aquele vermelho sangue jorrar de dentro de mim. Era uma dor que aliviava… Fazia-me esquecer, por momentos, a dor psicológica que a depressão provoca.
Aos 17 anos tentei o suicídio.
Não, não foi um acto de covardia.
Eu já não era eu há muito tempo. A depressão tinha-me tornado numa pessoa com a qual já não conseguia viver.
Queria acabar com o meu sofrimento. Já chegava!
Num acto de raiva e desespero ingeri 99 comprimidos.
A minha mãe foi a minha salvação.
Aos 18 anos ingressei na Escola Superior de Enfermagem e foi aí que decidi deixar para trás toda a medicação. Não voltaria a tomar um comprimido e venceria esta doença apenas com a minha força de vontade, coragem e o apoio dos meus.
Estava ciente de todas as consequências que isso traria.
Decidi arriscar e consegui!
Hoje, depois de 4 anos de luta e de muitos mais que terei pela frente, não me atrevo a dizer que a depressão me deixou. Tenho consciência de que muito dificilmente isso irá acontecer. Já tive algumas recaídas neste longo caminho que percorro.
Mas sei que posso controlá-la! Inverter os papéis e torná-la tão fraca como ela me deixou a mim, em tempos.
Há dias muito bons!
Há dias maus, em que tudo parece voltar ao início. Nestes dias lembro-me das palavras de Camilo Castelo Branco e a esperança por um amanhã mais risonho volta.
Não me esquecerei nunca das palavras de uma professora do meu secundário:
“Pessoas como a Sara tornam-se sempre grandes pessoas, com uma história de vida fantástica e acredite que vai ajudar muita gente!”
Eu também penso que sim, Professora.
Ou, pelo menos, vivo nessa esperança!"

#MariaCapaz

sábado, 16 de maio de 2015

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Como é bom ter alguém do nosso lado que se entusiasma com tudo que também nos entusiasma.
Quando a atenção é recíproca tudo corre bem.


Deus não é culpado de nada. Tu és.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

OMG

Revolta! Só consigo pensar nesta questão!
Como ainda há pessoas que concordam com o bullying?
Não querendo afetar os mais susceptíveis com anglicismos, como podem concordar que o facto de uma criança levar porrada (isto é, ser violentada fisicamente e psicologicamente de forma intencional e repetida) é normal e faz parte do crescimento?
Ah e tal eu tenho 30 e tal anos, 40 e tal anos, 50, 60, (…), também levei porrada (na altura não se falava em bullying…ups será da globalização?) e hoje sou um adulto perfeitamente normal e consciente!!! Por isso viva as crianças que levam porrada!!
WTF? (quero dizer, que porra é esta =S)
É por isso que hoje temos o mundo assim, cheio de guerras, competitividade não saudável, egoísmo, inveja, violência, falta de tolerância, abandono, políticos anéticos, falta de civismo, etc…etc…
Este assunto realmente é muito delicado, mas custa perceber que há tanta gente que pensa ser fundamentalista sobre o mesmo, e só dizem é disparates!

Que falta de amor!!


ps: o titulo é só para enfatizar os anglicismos que alguns pequenos chamam de estrangeirismos.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O que irrita...mas a mim...só a mim!

Ganhei um T que não uso, que não gosto, que nem tem uma capa gira.
Pior!!! Era para ser útil para as minhas "tarefas". E não é.
É para ele. Fiz 25 e ganhei mais um ano.

Olho para o lado e ainda mais me irrita.

Shiu

Acordar e ouvir o silêncio. Saber que as próximas horas que completam todo o dia serão passadas sozinha. No conforto de uma casa que não sinto minha.
Nesse instante desejaria não acordar sequer.
Levantar-me não será tarefa fácil.
Vejo televisão, vejo sucesso alheio.
Leio as redes sociais, leio sucesso alheio.
Olho-me no espelho e percebo o fracasso, a falha que eu sou.
Escrevo isto e as lágrimas aparecem, porque só eu sei o quanto isto me dói, o quanto isto me corrói.
Nem a um exame marcado consigo ir.
Nem ao futuro consigo sorrir.


Shiu deixa-me ouvir o silêncio.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Reflexão #2

Riqueza e pobreza

Aquela mãe era muito especial. Com dez filhos, ela conseguiu educar sua filha até a segunda série, sem que ela se desse conta da pobreza em que vivia.
Afinal, a menina tinha tudo que precisava: nove irmãos e irmãs para brincar, livros para ler, uma boneca feita de retalhos e roupas limpas que ela habilmente remendava ou, às vezes, fazia.
À noite, ela lavava e trançava o cabelo da filha, para que ela fosse à escola no dia seguinte. Seus sapatos estavam sempre limpos e engraxados.
A menina era feliz na escola. Adorava o cheiro de lápis novos e do papel grosso que a professora distribuía para os trabalhos.
Até o dia em que, subindo os degraus da escola, encontrou duas meninas mais velhas. Uma segredou para a outra:
- Olha, essa é a menina pobre. E riram.
Mary ficou transtornada. No caminho para casa, ficou imaginando porque as meninas a consideravam pobre. Então olhou para seu vestido e, pela primeira vez, notou como era desbotado, um vinco na bainha denunciava que tinha sido aproveitado.
Olhou para os pesados sapatos de menino que estava usando e se sentiu envergonhada por serem tão feios.
Quando chegou em casa, sentia pena de si própria. Também, pela primeira vez, descobriu que o tapete da cozinha era velho, que havia manchas de dedos na pintura meio descascada das portas.
Tudo lhe pareceu feio e acanhado. Trancou-se em seu quarto até a hora do jantar perguntando-se porque sua mãe nunca lhe contara que eles eram pobres.
Decidiu sair do quarto e enfrentar sua mãe.
- Nós somos pobres? Perguntou de repente e ficou esperando que sua mãe negasse ou desse uma explicação satisfatória.
- Pobres? Repetiu a mulher, pousando a faca com que descascava batatas.
- Não, não somos pobres. Olhe para tudo que temos. Apontou para os filhos que brincavam na outra sala.
Através dos olhos de sua mãe, a menina pôde ver o fogo da lareira que enchia a casa com seu calor, as cortinas coloridas e os tapetes de retalhos que enfeitavam a casa. Viu o prato cheio de biscoitos de aveia sobre a cômoda. Do lado de fora, o quintal que oferecia alegria e ventura para dez crianças.
- Talvez, algumas pessoas pensem que somos pobres em matéria de dinheiro, mas, temos tanto.
E com um sorriso, a mulher se virou para preparar mais uma refeição para sua família. Em sua grandeza, ela nem se dava conta que, a cada noite, ela alimentava muito mais do que estômagos vazios. Ela alimentava o coração e a alma de cada um dos seus filhos.

"Tenho a firme convicção de que nenhuma riqueza de bens materiais pode fazer progredir o homem, mesmo que ela esteja nas mãos de homens que demandam uma meta superior. Pode alguém imaginar Moisés, Jesus ou Gandhi, armados de um saco de dinheiro de milionário?"

Albert Einstein

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sem etiqueta

Porque não sei como classificar esta fase da minha vida.
Não sei o que dizer, o que pensar, o que fazer...
É tudo tão distante, tão longínquo...

Sim não posso desistir, sim devo lutar, ter pensamento positivo, tudo se vai resolver.

MAS BOLAS, isto parece o meu enterro viva, sendo que aqui o viva entende-se simplesmente por respirar e nada mais.

Porque viver no sentido lato da palavra está difícil.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Escrevo #2

Apenas humana
Numa capa de carne e osso
Com uma alma em prova
Sou eu
Cada vez mais distante do início
Cada vez mais perto da eternidade
Hoje vejo que não sou mais o que fui
E hoje sou o que não serei amanhã
Não controlo tudo, não posso
Desilusões, falhas, minhas e tuas, fiquei ferida
Fui parar ao hospital da esperança
Esperança de curar-me
As feridas da alma doem
Mas tomei o remédio certo, ainda hoje tomo
O perdão
Genuíno e não genérico
Perdoei e perdoo as minhas falhas, as vossas
Sou humana
Aqui sou humana, mas sei que sou muito mais, nós somos muito mais



Cz

Letras do coração #1

Porque queres voar pássaro negro?
Nunca irás voar
Porque queres voar pássaro negro?
Nunca irás voar
Não há lugar grande o suficiente para segurar todas as lágrimas que vais chorar
Porque o nome da tua mãe era solidão e o nome do teu pai era dor
E eles chamam-te de pequena tristeza porque nunca vais amar novamente
Então, porque queres voar pássaro negro?
Nunca irás voar
Não tens ninguém para te abraçar
Não tens ninguém para cuidar de ti
Se apenas entendesses querido
Ninguém te quer em qualquer lugar
Então, porque queres voar pássaro negro?
Nunca irás voar


Nina Simone - Blackbird
(Tradução)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mais do que palavras #1

Partilha conhecimento com os sábios
E eles serão ainda mais sábios
Partilha conhecimento com os tolos
E eles serão teus inimigos.
Extremos, só para quem compreende para além das palavras.
Cz

=S

Há mudanças que não são necessárias nem benéficas.
Mas pelo que vi, há quem goste delas.
E acham necessário.
No entanto, esquecem-se que o mundo dá voltas.
E que mais do que uma mera explicação cientifica, o que dás recebes.
E isso é uma explicação universal.

Não estás errado. Não te preocupes.