A maturidade é algo que nós aprendemos com a experiência de vida. Não é uma coisa que aparece de um dia para outro e dizemos " Ok, eu já sou uma pessoa madura". Não mesmo. É algo que vamos adquirindo ao longo do tempo. A maturidade faz parte do nosso dia a dia, através das nossas acções, da nossa responsabilidade como seres livres. A liberdade chega quando temos a responsabilidade, quando temos na verdade a capacidade para responder pelos nossos actos e claro, ter a plena consciência que esses actos têm consequências, agradáveis ou não. Então se somos responsáveis e munidos de liberdade porque não somos totalmente maduros ? Porque não vivemos o suficiente, isto é, não tivemos tanta experiência de vida para podermos então ter a nossa maturidade a 100 %. Somos maduros em coisas pequeninas, em coisas grandes, somos maduros sem querer e quando damos por isso pensamos " uau, reagi muito bem consoante aquela situação". Uma pessoa madura errou muitas vezes, e todas as vezes que errou aprendeu, ou não. Sim, porque as vezes caímos no mesmo erro várias vezes, claro, não se espera que seja tantas vezes quanto isso, porque aí meus amigos, já é burrice. Embora de vez em quando uma pessoa dá-se por burra, mas enfim. Isto tudo para dizer que ser uma pessoa madura às vezes custa. Custa porque temos que engolir alguns sapinhos bemmm amargos. Ou por exemplo ranger os dentinhos para não partir para a bufetada com alguém que nos cheteou imenso. É daquela tal história do civilizadamente correta. Entretanto se pensarmos bem e por esse ponto de vista, a maturidade dá-nos a sabedoria suficiente para sabermos que há determinadas coisas que nos passam e devem passar completamente ao lado, simplesmente não interessa nadica de nada. Ora assim é tudo melhor. Mas até que uma pessoa chegue lá, temos que penar, e se temos.
Eu a muito pouco tempo sai de casa dos meus papás para viver com o meu Bé. E isto de ter vida de casada não é pêra doce, não não. Falta-nos um espaço só nosso. Temos que aprender a partilhar tudo. Claro que tudo tem um limite, mas não deixa de ser uma gigantesca novidade para mim. Logo eu, que fui sempre tão habituada às minhas coisinhas, sozinha, muito independente. De uma hora para outra tudo mudou. Claro que sou feliz. Foi uma decisão minha. Faz parte do progresso da maturidade. Mas é sempre um choque. Tenho saudades da minha mãe. Sinto falta da atenção que os meus pais me davam todos os dias. Eu hoje vejo o quão importante eles são para mim. Embora tenha havido muitas chatices pelo meio, eles fazem-me falta. E também porque agora estou cada dia melhor e a recuperar de uma doença muito chata, logo, a minha visão das coisas é outra. Sinto cada vez mais que o brilharete da ilusão da paixão eterna foi-se. Sinto-me muitas vezes sozinha. Claro, ele é tudo para mim, a minha alma gémea, mas isso não chega. Há muitas coisas que vão matando aos poucos aquele amor brilhante, aquela ilusão de que tudo é muito lindo. As vezes quero falar, quero um pouco de atenção, carinho, mimo e apenas tenho uma atenção despachante, uma interrupção por cima da minha voz. As vezes não entendo se tudo isto que estou a fazer e a viver é certo. E depois este é um momento em que estou a tentar reerguer-me e falta-me a tua mão para me ajudar. Para mim não está a ser nada fácil. Mas enfim, sou eu não é!?
Estou muito confusa. Mas pronto, pode ser que me ajude a ter mais maturidade.
PS: Estás aqui ao meu lado, mas não estás comigo. Sim, eu compreendo. Eu compreendo tudo.