segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sonhos do sono | Textos

Estava numa estrada. Parecia que era de noite. Ela começa a subir uma rua. Deserta. Não havia ninguém. Ao cimo via algumas casas. Tudo parecia obscuro. Resolveu virar à direita. Seguiu em frente. Estava a procura de algo em concreto. Passou por várias casas. A maioria eram de madeira. Encontrou a que queria. Com uma cerca de tábuas desfeitas, vegetação queimada a volta, à sua esquerda, lá estava a casa que procurava. Entrou...a terra do quintal era batida e não parecia fértil para boa planta. Bateu à porta. Ninguém abriu. Ela avançou na mesma. Ao fechar a porta, viu que a casa tinha muitas janelas. Afinal já era dia. Havia luz. Não explorou logo tudo. Subiu rapidamente umas escadas que ali havia. Deparou-se com uma senhora, sentada na sua secretária, há séculos. Era essa sensação que transmitia. Perguntou - Tem marcação?. - Sim!. - Nome por favor?. Ficou a pensar...Nome? Eu tenho nome aqui? Por fim respondeu - Celina. (Afinal ELA era EU). A senhora muito lentamente apontou para uma porta e disse - Pode aguardar. E assim foi. Depois de algumas horas, que vi a passar num relógio pendurado a parede, chamaram-me. Entrei numa sala. Havia muitas mulheres. Começamos a dançar. Dividiram-nos em dois grupos. Tomaram a decisão. Eu só pensava...Decisão de quê? Para quê? O primeiro grupo iria ficar com o horário de sexta-feira às 21h. O segundo grupo, do qual eu pertencia, ficaria com o horário de quarta-feira às 16h. Não gostei. O horário  não dava para mim. Falei com a senhora e disse que não dava e perguntei porque não me colocavam no outro horário. Começou a gritar. Desci as escadas a correr. Deparei-me com um homem, disse-lhe que não respeitaram o meu horário. Apontou para outra porta. Eu entrei. Era uma espécie de directoria. Disse que queria escrever no livro de reclamações. Estavam lá três pessoas sentadas. Um casal e uma directora. Assustaram-se. Pensaram que eu estava a ameaçá-los e levantaram-se contra mim. Fugi. Saí daquela casa a correr. Ao mesmo tempo não percebia o porquê daquela violência só porque não concordava com o horário. Era direito meu fazer uma reclamação. Saí do quintal. Virei à direita. Ainda lembrava-me do caminho. Virei à esquerda. Comecei a descer. Tirei um espelho do bolso (não sei qual bolso) e pus-me a olhar se vinha alguém atrás de mim. Vinha. Eram umas duas dezenas de pessoas. Quando olho novamente em frente, já não havia saída. Fiquei encurralada. As pessoas aproximaram-se. Tinha a sensação que me iam fazer mal. Entrei em desespero. Estava sem saída. Do nada, lembrei-me. Vou activar o voo. Mas qual voo? E qual não é o meu espanto, quando vejo-me a voar. Cada vez mais alto. Disse adeus àquelas pessoas. Escapei. Foi por pouco. Já posso respirar. Tranquilizei-me. Acordei. Cz

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